Escrito por

Rodrigo de Sá Schettino

​ Luciana Neder| Vistas: 43

A colunista social, Luciana Neder, em sua coluna “É SÓ SUCESSO” no Jornal O Vigilante em 30 de abril de 2017.

Rodrigo de Sá Schettino, 27, nos conquista ao compartilhar seus sonhos cultivados com a intensa conexão e amor pela arte de compor, cantar e clinicar. Viver e conviver é uma arte. Filho de Kátia e Francisco Schettino e irmão de karen.

Rodrigo, em seus sonhos você sempre achou que seria médico e cantor?
Eu sempre fui um cara de muitos sonhos. Compartilhar ambas carreiras nunca foi um plano preciso. Considero mais uma descoberta. Durante um tempo sofri por viver uma falsa necessidade de escolha. Hoje observo ambas as profissões com uma conexão tremenda. Tento medicar como músico e musicar como médico. Cada vez mais conheço pessoas e situações onde a arte em geral proporciona uma forte estratégia terapêutica, e acredito nisso com muita veemência. Talvez por isso hoje esteja me dedicando a saúde mental, área onde a arte produz resultados fantásticos. Os tempos atuais tendem a nos dizer que o certo é abandonarmos todo o resto, e sermos o melhor dentro de especialidades cada vez mais específicas, em qualquer ramo. Isso sem dúvida é fundamental para evolução humana, mas deixa-se de lado a formação de seres com experiências diversas que podem se somar. Leonardo da Vinci era compositor e dissecava cadáveres. E sem dúvida, o fato de navegar em mares diversos, o possibilitou ver o mundo com olhos diferentes de quem se dedicava somente a um dos assuntos em específico. Ser plural o fez especial. Hoje me sinto feliz em ambas profissões, e continuo me vendo como um só.

Como você vê a influencia de sua educação na infância do homem que é hoje?

Sinto que de tudo o que recebi, o que me construiu foi o afeto de minha família. o amor sincero é o maior substrato.

Como o interesse pela música surgiu?

Surgiu na faculdade pelo simples prazer de tocar as músicas que eu gostava comas pessoas que eu gostava.

Quais foram as maiores influências do início de carreira?

Sempre ouvi sons de todos os tipos mas o reggae sempre me despertava mais emoção. tanto pela questão rítmicas quanto pelo conteúdo das canções, que geralmente envolve mensagens positivas, críticas sociais ou simplesmente a contemplação á natureza. Mas acredito que minha maior influência na verdade foram os músicos que tocaram comigo na minha primeira banda, a Dopamina. Junto com eles conheci muito dos sons que mais ouço até hoje.

A arte de medicar e cantar te fazem acreditar mais em leopoldina, no Brasil, no mundo e no ser humano?

Acho que na verdade o fato de acreditar no ser humano é o que me motiva a medicar e criar.

Qual ou quais músicas você destaca no seu trabalho? 

Escolher um filho dentre outros é cruel, mas confesso um carinho especial pela canção “O resultado” que fiz para os meus pais e gravei com a Hey Joe e pela música ” Fazenda Sertão”que fiz inspirada na roça dos meus avós e atualmente apresento junto aos Serafins.

A Banda Hey Joe segue dissipando boas vibrações, buscando fazer o povo refletir, sorrir e se entregar ao poder da música. A vida é uma canção?

Haha, sem dúvida. Com início meio e fim. Cada uma com um propósito. emocionante e sempre sempre especial.

Qual o presente mais legal que você já recebeu?

Cada um dos meus cachorros.

Se alguém lhe dissesse que você poderia realizar um sonho agora, qual seria.  

Meus sonhos precisam de tempo para serem realizados. Estar no caminho que me leva até eles é o mais divertido. Mas ficaria feliz de ver a devida atenção sendo dada á saúde mental, através da arte e da ciência. Quem sabe um local focado nisso?

Você sente que uma parte essencial de sua natureza tem a ver com levar a sua musica para o máximo de pessoas? 

Sim. a música não pede licença. Tocar para alguém é invadir o seu âmago. E talvez seja a abertura de uma porta que talvez mais coisa podem entrar.

Você gosta de criar oportunidades para interagir com seus fãs?

Gosto de criar oportunidades de apresentar o que ando fazendo. Procuro sempre fazer parte da idealização dos eventos, clipes e gravações que participo. Tento ver situações como maneiras de emocionar as pessoas por esferas diferentes. Somar a música ao material, a imagem e ao momento. quero fazer música mas principalmente fazer arte.

Deixe seu comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *